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O real papel do contador.

Um assunto me chamou a atenção nesta semana: o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, afirmou em uma entrevista sobre as concessões de aeroportos, que quer manter a Infraero forte, e se referiu aos contadores em uma resposta de forma depreciativa: “… não podemos pensar com a cabeça de contador, mas de empreendedor.”
Obviamente, trata-se de uma resposta de um político despreparado e alienado em relação às funções de um contabilista, assim como outros tantos que batem ponto em Brasília. Mas este artigo não é sobre a frase infeliz deste senhor, e sim em como ela me fez pensar sobre o papel que os contabilistas exercem no País.

Sem generalizar, é ponto pacífico afirmar que atuamos hoje estrangulados pelo Fisco: obrigações acessórias das mais diferentes necessidades são criadas, muitas vezes para informar dados que estão em mais de uma declaração. Isso não é mau, muito pelo contrário. Assim, temos sempre trabalho, e podemos sempre agregar mais a nossos portfólios de serviços. Mas e quanto a nossos clientes, aqueles que deveriam ser os verdadeiros interessados na informação contábil, o que declarações como De-STDA, Bloco K e E-Social podem ganhar com elas?

Na teoria, muita coisa. A De-STDA evidencia o ICMS pago por ST e o diferencial de alíquota, o que poderia ajudar na formação dos preços de venda mais adequadamente. O Bloco K, dos estoques, certamente vai forçar um melhor controle de estoque, o que pode ajudar no fluxo de caixa das empresas e deixar de manter dinheiro parado em estoque, e o E-Social, trará mais transparência nas relações trabalhistas. Os três exemplos, na prática, apenas tem trazido mais trabalho aos contadores, que devem se desdobrar para cumprir os prazos, com programas muito ruins, elaborados de qualquer maneira e que não suportam a recepção destes arquivos. E, quase sempre, os contadores não conseguem cobrar a mais de seus clientes, por diversas razões.

A verdade é que os contabilistas não são auxiliares do Fisco, embora o Estado tente nos relegar somente a isto. Somos fomentadores do desenvolvimento, da livre iniciativa e da busca incessante pelo lucro. Quando um cliente contrata um contador, ele não contrata um profissional que apenas vai atender ao Governo. Nosso principal cliente é o empresário que abre seu pequeno negócio, tem uma grande idéia e quer expandir. Somos os profissionais que registram, que orientam e que abrem portas para os empreendedores. Contabilistas são profissionais qualificados e que estão sempre em atualização, e merecem todo o respeito.

E essa é a mensagem da Mourão Contabilidade. Estamos aqui para cumprir as exigências cada vez mais desleais do Fisco, e estamos aqui para ajudar a sua empresa a crescer. Somos profissionais de confiança e estamos sempre ao lado de nossos clientes. Contador não é despesa. Contador é parceiro.

Texto elaborado por Patrick Oliveira.

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